Porque gosto de Joy Division
- AMBIGUUS PROJECTO

- 18 de fev. de 2019
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Joy Division: amo esta banda cuja existência foi breve. Começando como "Warsaw", grupo de referência punk, crua, mas nada inerte. Oriundos de Manchester, cidade industrial, quiseram romper com o sistema vigente. Os seus espectáculos eram caóticos, degenerando, muitas vezes, em violência. Estávamos, então, em 77/78. Em 1979, mudam o nome para Joy Division. O alinhamento sobrevive: Ian Curtis na voz; Peter Hook no baixo; Bernard Albrecht nas teclas e guitarra e Stephen Morris na bateria. "Unknown Pleasures", o único registo da banda em vida do vocalista Ian Curtis. Decorria o ano de 1979. O "Front-Man" haveria de pôr termo à sua própria vida a 18 de Maio de 1980, pouco antes do lançamento de "Closer", um dos longa-duração mais icónico da dourada década de '80. Trabalho este a registar (aliás como todos os anteriores e os que se seguiriam). Haveria ainda de sair "Still", duplo em vinil, com parte estúdio e com o último concerto Joy Division em Birmingham. Mas porque é que os Joy Division ainda são ouvidos avidamente e com toda a atenção ainda hoje, quase quarenta anos depois ?! Pelas melodias intemporais do chamado "Post-Punk", mas sobretudo pelas letras que Ian Curtis punha no papel com sofreguidão. São palavras de angústia, escritas de forma compulsiva, que reflectem uma impotência superior. São versos encadeados de maneira belíssima que nos fazem reflectir, convidando-nos a pensar na vida. São autênticos e verdadeiros Estados de Alma, escritos com a destreza possível de quem sofria de epilepsia. São pedaços de inferno que nos transportam aos domínios do Divino. Nenhuma palavra é escrita ao acaso: é dor: é sofrimento. São poemas que retratam a vida possível de um Homem que teve uma curta passagem por esta dimensão (vinte e três anos). Os Joy Division existiram. E ainda bem...
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